segunda-feira, 16 de maio de 2011

O mesmo Centro de sempre



Sergio Vieira

Quando eu era mais jovem e trabalhava como office-boy andava apressado pelo Centro de São Paulo. Comecei a fazer as contas e, de repente, dei-me conta de que isso já faz mais de 20 anos.
Nessas duas décadas que se passaram só voltei a passar pelo Centro da cidade umas duas ou três vezes. Para variar e, repetindo religiosamente o ritmo de São Paulo, essas visitas foram rápidas, sem tempo para apreciar nada.
Porém, nessa quinta-feira passei no Centro decidido a observar melhor os elementos que estavam ali enquanto eu, na adolescência, corria de um lado para outro em busca do pão nosso de cada dia.
Comecei a descer a Quintino Bocaiúva e, logo notei a ida de prostitutas com os seus clientes para um hotelzinho quase de esquina. Elas estão diferentes. Antigamente, as putas eram velhas. Usavam um perfume que dava para sentir ao longe e tinham um gosto duvidoso para combinar roupas. As de hoje são mais novas e se vestem como qualquer outra garota.
Usam calça apertadíssima, piercing no umbigo, tatuagem na região lombar e tinta no cabelo. Assim como as suas antecessoras de ponto, elas não dão as mãos para os seus clientes e se resumem a trocar com eles duas ou três palavras. Passam direto pelo pequeno balcão da recepção do hotel e o cliente de primeira viagem é avisado que se paga na volta. Deixei de lado a observação do entra e sai do hotel e continuei descendo a Quintino.
Fiquei chocado com a quantidade de lojas de sebos que se espalhou pelas imediações. Mas bastou entrar em três delas para entender o motivo. As lojas de sebo de hoje não vendem apenas livros e revistas antigas como antes. Hoje, você acha CDs de filmes, música, doces, artigos de papelaria, livros novos, bijuteria e uma porção de outras tranqueiras. Não parece com os sebos de antigamente.
Cruzei a Senador Feijó e notei que pouca coisa mudou na arquitetura do lugar. Os mesmos prédios mal cuidados, a sujeira acumulada nos vãos, a tinta descascada das paredes e o respingo de cocô de pombo nas fachadas dão a impressão de que estou, novamente, trabalhando como office-boy. Ops! Será que eu voltei no tempo?!
Até cheguei a pensar por um segundo que sim, mas a calmaria atual do lugar me fez lembrar de outros personagens do passado: Onde estão os trombadinhas? De repente, dei-me conta de que já estava passeando há uns dez minutos pelo Centro sem ter presenciado nenhum assalto. Será que é o mesmo Centro?
Antigamente, os trombadinhas andavam em gangues, eram rápidos no bote e as senhoras que subiam e desciam as escadas rolantes da estação Sé eram os alvos preferidos. O relógio que era arrancado do braço das mais distraídas garantia o cheiro da cola de sapateiro por um ou dois dias.
O relógio era despachado no próprio local, bem, na verdade, entre os vários camelôs da rua Direita ou da XV de Novembro. Agora está tudo bem calmo. Não tem trombadinha, camelô ou o “homem da cobra”. Este último fazia um tremendo barulho com um velho megafone.
Para quem não conhece o homem da cobra, vamos a apresentação: Era um senhor que vendia uma pomada milagrosa. Segundo ele, o bendito remédio curava picada de cobra, furúnculo, machucados, arranhões, queda de cabelo, dor de dente, unha encravada, torcicolo, terçol, micose, bicho de pé, dores lombares e até mal olhado. Confesso que nunca vi ninguém comprovar se a tal pomada atendia a todas as “doenças” que o homem citava. Mas também nunca vi um cliente voltar para reclamar. Deve ser porque naquela época não tinha o Procom ou a Delegacia de Pequenas Causas.
Mas o homem da cobra recebeu esse título de algumas pessoas porque ele sempre mostrava uma jibóia no final de suas apresentações. Era o principal motivo para ele reunir tanto transeunte da Praça da Sé, inclusive o autor desse texto. Ele segurava os clientes com histórias até que uma certa quantidade de pomadas fosse vendida. Mas todo mundo que estava ali queria mesmo era ver a tal cobra que, segundo ele, uma vez o tinha picado.
Um dia, alguém soltou a expressão para um amigo. “Você fala mais que o homem da cobra”. Pronto. Foi o que precisou para o título “homem da cobra” servir para designar todos aqueles que falam muito. Só hoje eu me dou conta de que ninguém morre sendo mordido por uma jibóia. Elas não são peçonhentas, por isso, não picam, na verdade, mordem.
Depois de passar pela Benjamim Constant desci um pouco mais a Quintino e entrei na Barão de Paranapiacaba. Era nessa rua que eu passava a maior parte do tempo fazendo serviços. Ela não mudou quase nada. As mesmas fornituras, lojas de prata e ouro, óticas e lanchonetes. E o bando de propagandistas das lojas continua lá. Cada um deles tenta disputar cada cliente no grito.
E as ciganas ainda estão por ali. Elas sabem que a Barão de Paranapiacaba tem várias lojas de prata e ouro e onde tem esse tipo de mercadoria tem mulher. E onde tem mulher tem corações em busca de saber o futuro. Por 10 reais, as mulheres ficam sabendo número de filhos que vão ter, quando vão encontrar o príncipe encantado, números da sorte entre outras informações místicas.
Esses personagens, lojas e ruas fazem parte da minha história e eu, de certa forma, acho que também faço parte da deles. Foi curioso ver nessa quinta-feira que quase nada mudou e continua ali, exatamente no mesmo lugar que deixei quando eu era mais jovem e andava apressado pelo Centro.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Os 10 mandamentos do político brasileiro

Passado mais um processo de eleições gerais, vamos agora refletir no país que queremos construir. Vamos deixar de lado toda a demagogia presente em frases feitas de campanha e partir para a cobrança direta daqueles que foram dignos de nossa confiança. Vamos dar um basta às eternas notícias de corrupção que corroem a administração pública. Conheça os 10 mandamentos do político brasileiro. Faça o seu candidato eleito tomar conhecimento, bem como toda a sociedade brasileira.

1º - Não terás sob à sua administração obras superfaturadas (essa regra vale para qualquer aquisição pública de bens ou serviços). Também não fará vistas grossas se tais práticas acontecerem e envolverem qualquer outra pessoa seja ela de sua responsabilidade ou não.

2º Não irá empregar amigos, parentes, familiares de colegas de partido e amigos de patrocinadores de campanha na administração pública. Irá colaborar para que cargos que exigem conhecimento técnico sejam empregados por técnicos e não por afiliados políticos.

3º Não usará a máquina pública (sob qualquer forma) para a promoção de empresas pessoais, de amigos, ou apoiadores de campanha.

4º Honrarás tuas promessas de campanha.

5º Não engessará a máquina pública na área de saúde, segurança e educação para promover a abertura de mercado de empresas privadas em tais áreas.

6º Criarás um cronograma de visitas em comunidades, bairros e vilas que são carentes de serviço público. Esse cronograma deverá ser obedecido assim que o candidato eleito assumir o mandato.

7º Não será conivente com qualquer colega de partido (ou coligados) e funcionários públicos em atos de corrupção.

8º Lutarás pela total transparência das finanças do poder público (compras, salários de funcionários das secretárias, autarquias, empresas públicas, administração direta ou indireta, bem como aqueles lotados em sociedades de economia mista).

9º Criarás projetos de lei que visem a redução da diferença social existente no povo brasileiro.

10º Irás assumir todos os mandamentos aqui relacionados assim que assumir o seu mandato como Presidente da República, senador, deputado federal, governador, deputado estadual, prefeito ou vereador. Os mandamentos também se aplicam a todos os cargos de vice ou àqueles nomeados direta ou indiretamente pelos candidatos eleitos (ex: ministro e secretários estaduais ou municipais).

quarta-feira, 10 de março de 2010

Para pôr um basta nos rodeios


Para alguns, antes mesmo desse texto acabar, logo poderá vir a pergunta: “Ué, você não come carne?”. Sim, meu amigo, como carne e adoro, principalmente costela no bafo. Mas quero chamar a atenção para a forma como lidamos com os animais que servem de diversão para o povo, principalmente, o cavalo e o boi que são atração nas festas de rodeio.
Basicamente, a diferença entre um boi de confinamento e aquele usado em festas de rodeio é que o segundo morre sob tortura, enquanto muitos se divertem. Por trás dessa diversão há, obviamente, aqueles que lucram. Assim, a TV divulga a festa que é patrocinada pelos principais anunciantes; a cidade recebe tributos de ISS sob cada cerveja que é vendida; os organizadores recebem verbas dos patrocinadores e dos ingressos; o peão que castiga o animal recebe dinheiro, carro ou moto; o povo recebe diversão; e o único que não ganha nada é o boi ou cavalo. Ops! Desculpem-me. Ganha sim. Recebe de presente uma tira de couro atada firmemente em seus testículos para que dê “saltos fabulosos”.
A prática do povo reunir-se em arena para divertir-se por meio da desgraça alheia não é nova. Remete-nos à época da Grécia antiga, onde, gladiadores se engalfinhavam até a morte. Um pouco mais tarde foi a vez da Roma antiga mostrar que também sabia propiciar diversão ao povo e já que possuíam alguns desafetos políticos (chamados cristãos) que ameaçavam a “ordem nacional”, por quê não jogá-los aos leões? E assim são os rodeios, touradas, “farras do boi”, espetáculos circenses ou aquáticos que acontecem pelo mundo afora.
Para alguns, a explicação é simples: “O animal vai morrer mesmo porque afinal todo mundo come carne. Mas as pessoas também gostam de se divertir com o perigo, afinal peões ou toureiros também correm o risco de ter um pescoço quebrado ou levarem uma chifrada. Por quê não unir tudo isso em uma arena onde podemos ganhar muito dinheiro”, pensam os organizadores.
Do lado da imprensa em geral é muito fácil ludibriar aqueles que forem contra, como é o caso do autor desse texto. É só falar ao público que o rodeio gera empregos, renda para a cidade e vários outros benefícios. Mas pergunto para os defensores do rodeio. Será que não há uma outra maneira de empregarmos essas pessoas? É necessário que seja às custas da tortura de um animal?
Pegando a linha do raciocínio dos defensores do rodeio pergunto ainda: Por quê então não oficializarmos as rinhas de galo? Ser chiques como os ingleses e criar um 'Dia de caça à raposa no Brasil´? Ou então profissionalizar a amarração de latinhas em rabos de cachorro? Qual é a diferença para os rodeios?
E quanto àquele boi de confinamento que morreu lá no matadouro com uma paulada só na cabeça? Vamos parar com isso? Bem, assim como tentar domar um leão para que se torne vegetariano, acho que o homem não está preparado para deixar a carne totalmente de lado e viver só de mato. Nosso corpo foi educado com esse alimento e deixar essa proteína totalmente de lado, de uma só vez, deve ter algum impacto em nossos organismos. Mas se vamos comer carne, seja do boi, do peixe, ou de um simples camarãozinho na praia, então que façamos com dignidade. Qual o motivo de torturá-los até à morte?
Uma vez, um certo homem soltou a célebre frase: “Um dia o homem conhecerá o íntimo de um animal e, nesse dia, todo o crime contra um animal será um crime contra a humanidade". Esse homem, apesar de ter nascido 500 anos atrás, norteou muitos dos avanços tecnológicos que conhecemos hoje. É uma pena que a sua frase sobre os animais ainda não tenha norteado a consciência daqueles que organizam, lucram, ou vivem às custas do rodeio. O autor da frase chama-se Leonardo Da Vinci.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Escândalos no Brasil. Quando isso muda?


O governando do Distrito Federal José Roberto Arruda foi protagonista de um filme já visto por milhões de brasileiros em outros momentos. Arruda não foi o primeiro e não deve ser o último político brasileiro a se envolver em escândalos de superfaturamento de obras públicas e pagamento de propinas. É interessante observar nesse episódio as palavras do próprio governador: "Se o partido radicalizar comigo, vou radicalizar também". Para bom entendor isso significa: "Ah, vão me ferrar? Vou botar a boca no trombone e ferrar mais gente também". Se em nosso país prevalecesse um maior grau de seriedade, essa simples declaração renderia muitas histórias. Afinal, o que ele sabe e que pode condenar muita gente? Essa declaração seria o suficiente para que as entidades civis, a assembleia do DF, a grande mídia e a sociedade em geral exigissem que ele abrisse a boca. Mas, nosso país não é tão sério como gostaríamos que fosse. Tudo indica que ainda veremos nas atuais e próximas gestões estaduais, municipais e federais muitos escândalos gerando notícia na mídia. Muitos brasileiros, pelo menos uma vez na vida, já se perguntaram: Quando isso muda? Por quê os políticos do meu país são assim? Nós estamos acostumados a fazer perguntas para outras pessoas. Talvez alguém tenha a resposta. Mas, talvez já tenha passado da hora de cada um fazer essa pergunta para si mesmo: "E eu, quando eu vou mudar". Apenas um pequeno paralelo para fazer-me entender: O governador Arruda é um reflexo de nós cidadãos que roubamos vagas de estacionamento dedicadas a idosos e deficientes físicos no supermercado. Precisamos mudar o nosso comportamento imediatamente para que as crianças de hoje não se tornem o José Roberto Arruda de amanhã. Enquanto isso, no ZooPark de Itatiba esse macaquinho leva um sono tranquilo. Ele não precisa votar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sensacionalismo: uma faca de dois gumes

Na noite de domingo do dia 08 de novembro de 2009 foi apresentando por Gugu em seu programa pela Rede Record mais um quadro daqueles de puro sensacionalismo. A história, que abriu o programa, tratava-se de uma mulher que devido à obesidade mórbida não saia de casa a quatro meses. Ela também estava sem ver à mãe pelo mesmo período. A idade avançada de sua genitora a impede de sair de casa que mora ao lado da filha.
Como é de se esperar nesse tipo de programa, foram muitas horas de enrolação até que chegasse o momento do transporte da mulher obesa até a clínica onde passaria por tratamento adequado. Sempre nesse tipo de programa, acho que existem duas questões importantes a serem colocadas.
A primeira é que realmente devemos parabenizar a mídia televisa por essa ação social que está sendo realizada, papel que o nosso governo deixa desejar. A segunda vem em forma de pergunta: Qual o real significado deste “circo dos horrores” se não a disputa por audiência? Se alguém do SBT, da Record ou da Rede Globo quer ajudar uma pessoa, ótimo. Separe a verba necessária, entregue para a instituição ou pessoa necessitada e fim de papo. Se quiser pode até fazer uma menção do ocorrido num desses programas dominicais.
É de doer na alma ouvir coisas do tipo “o povo está aqui acompanhando”, ou “os moradores estão sensibilizados com a história dessa mulher” sendo que, na verdade, as centenas de pessoas que acompanhavam o fato reuniram-se ali única e exclusivamente devido à presença de Gugu Liberato. Sem a sua presença, gostaria de saber quantos vizinhos passaram por ali, ofereceram ajuda financeira ou apoio moral à família.
E quanto aos sentimentos da mulher que foi transportada? É óbvio que, devido ao seu grave problema, o sentimento talvez seja mais de agradecimento a Gugu Liberato. Mas, ficar posando de “atração principal deste circo” talvez tenha momentos de angústia, solidão e por que não dizer até de raiva.
Em resumo: Não existe nenhum problema se a TV quer ajudar alguém e fazer ações filantrópicas. Mas qual o motivo de tanto estardalhaço? Será que não há caminhos mais inteligentes e saudáveis para conquistar a audiência?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Qual o país que queremos?

Em países como Japão, Alemanha e Estados Unidos, há muito tempo se estabeleceu como mola propulsora do crescimento da nação o investimento em educação. Na prática, o que isso significa? Significa que nesses países é regra investir no conhecimento cada vez mais apurado sobre um determinado tema. Essa é a chave para o país dominar tecnologias, descobrir novos mercados, encontrar respostas desenvolvendo patentes, entre outros benefícios. No Brasil, entretanto, ainda caminhamos para reconhecer o que isso significa, de fato. Nós, em geral, somos contra o avanço da automação industrial e da mecanização, transformamos nossa educação em mercado lucrativo para as escolas particulares e, mais recentemente, passamos a apoiar os catadores de materiais recicláveis nas ruas como profissão. Está tudo errado. Não deveríamos ser contra a máquina que aperta parafusos, deveríamos fazer como o Japão que dá condições para que seus estudantes projetem a máquina que vai fazer esse serviço. Não deveríamos deixar que o ensino de qualidade fique apenas nas mãos de uma minoria que pode pagar. Deveríamos lutar pela democratização do ensino de qualidade. Não deveríamos sustentar, por meio de dinheiro público, a permanência do catador nas ruas. Não se constrói um país do futuro mantendo pessoas revirando sacos de lixo pelas ruas. Elas deveriam estar, no mínimo, alfabetizadas e longe de uma atividade insálubre. Só se constrói desenvolvimento, desenvolvendo pessoas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Quem ganha, de fato, com o Rio de Janeiro sede das Olimpíadas de 2016

Está feito, o Brasil vai sediar uma Olimpíada, mas antes tem uma Copa do Mundo em 2014. Não há como não perguntar: Quem será que ganha de fato com a realização desses eventos. Dentro do discurso político "para inglês ver" a resposta já foi dada várias vezes: o transporte, o turismo, a reforma de locais de provas esportivas e blá, blá, blá. Mas, após passado esse dois eventos será que vamos realmente ter um outro sistema de transporte público? Será que a infraestrutura para receber turista vai perdurar? Será que após esses eventos vamos ter atletas olímpicos tão bem remunerados que fará do seu esporte uma carreira, de fato?
Infelizmente, moramos num país que ainda carece de muito desenvolvimento. É triste ver pessoas comemorando pelas ruas a realização de uma Copa do Mundo e uma Olímpiada, enquanto não existe no país um protesto organizado para cobrar dos governos municipais, estaduais e federal melhores condições de educação dentro do ensino público. Comemoramos a Copa, mas não protestamos contra a falta de condições do professor em sala de aula. Ficamos alegre com a Olímpiada, mas não queremos nos meter em política. Enfim, existe no país uma total falta de foco para o que realmente é importante: educação.
Eu, como brasileiro, gostaria muito de acreditar que antes, após e durante esses dois eventos nenhum vereador, deputado, senador, ou governador fosse se meter em obras superfaturadas. Gostaria que todo empresário oferecesse para o governo apenas o que é justo em termos de preço de mercado para construir ou reformar estádios. Gostaria de estar 100% convicto de que as drogas ilícitas não iriam aumentar o consumo entre turistas. Gostaria que boa parte do equipamento ou produto que será construído para atender os eventos tivesse uma boa parcela de produtos recicláveis (que hoje adormessem em aterros e lixões). Gostaria que os eventos fossem, de fato, motivadores para o desenvolvimento dessa nação e, não, apenas oportunidade de lucro, mas, estamos no Brasil e qualquer notícia de escândalo de preço de obras, aumento do uso de drogas, turismo sexual, etc, não será surpresa.