O governando do Distrito Federal José Roberto Arruda foi protagonista de um filme já visto por milhões de brasileiros em outros momentos. Arruda não foi o primeiro e não deve ser o último político brasileiro a se envolver em escândalos de superfaturamento de obras públicas e pagamento de propinas. É interessante observar nesse episódio as palavras do próprio governador: "Se o partido radicalizar comigo, vou radicalizar também". Para bom entendor isso significa: "Ah, vão me ferrar? Vou botar a boca no trombone e ferrar mais gente também". Se em nosso país prevalecesse um maior grau de seriedade, essa simples declaração renderia muitas histórias. Afinal, o que ele sabe e que pode condenar muita gente? Essa declaração seria o suficiente para que as entidades civis, a assembleia do DF, a grande mídia e a sociedade em geral exigissem que ele abrisse a boca. Mas, nosso país não é tão sério como gostaríamos que fosse. Tudo indica que ainda veremos nas atuais e próximas gestões estaduais, municipais e federais muitos escândalos gerando notícia na mídia. Muitos brasileiros, pelo menos uma vez na vida, já se perguntaram: Quando isso muda? Por quê os políticos do meu país são assim? Nós estamos acostumados a fazer perguntas para outras pessoas. Talvez alguém tenha a resposta. Mas, talvez já tenha passado da hora de cada um fazer essa pergunta para si mesmo: "E eu, quando eu vou mudar". Apenas um pequeno paralelo para fazer-me entender: O governador Arruda é um reflexo de nós cidadãos que roubamos vagas de estacionamento dedicadas a idosos e deficientes físicos no supermercado. Precisamos mudar o nosso comportamento imediatamente para que as crianças de hoje não se tornem o José Roberto Arruda de amanhã. Enquanto isso, no ZooPark de Itatiba esse macaquinho leva um sono tranquilo. Ele não precisa votar.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Escândalos no Brasil. Quando isso muda?
O governando do Distrito Federal José Roberto Arruda foi protagonista de um filme já visto por milhões de brasileiros em outros momentos. Arruda não foi o primeiro e não deve ser o último político brasileiro a se envolver em escândalos de superfaturamento de obras públicas e pagamento de propinas. É interessante observar nesse episódio as palavras do próprio governador: "Se o partido radicalizar comigo, vou radicalizar também". Para bom entendor isso significa: "Ah, vão me ferrar? Vou botar a boca no trombone e ferrar mais gente também". Se em nosso país prevalecesse um maior grau de seriedade, essa simples declaração renderia muitas histórias. Afinal, o que ele sabe e que pode condenar muita gente? Essa declaração seria o suficiente para que as entidades civis, a assembleia do DF, a grande mídia e a sociedade em geral exigissem que ele abrisse a boca. Mas, nosso país não é tão sério como gostaríamos que fosse. Tudo indica que ainda veremos nas atuais e próximas gestões estaduais, municipais e federais muitos escândalos gerando notícia na mídia. Muitos brasileiros, pelo menos uma vez na vida, já se perguntaram: Quando isso muda? Por quê os políticos do meu país são assim? Nós estamos acostumados a fazer perguntas para outras pessoas. Talvez alguém tenha a resposta. Mas, talvez já tenha passado da hora de cada um fazer essa pergunta para si mesmo: "E eu, quando eu vou mudar". Apenas um pequeno paralelo para fazer-me entender: O governador Arruda é um reflexo de nós cidadãos que roubamos vagas de estacionamento dedicadas a idosos e deficientes físicos no supermercado. Precisamos mudar o nosso comportamento imediatamente para que as crianças de hoje não se tornem o José Roberto Arruda de amanhã. Enquanto isso, no ZooPark de Itatiba esse macaquinho leva um sono tranquilo. Ele não precisa votar.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Sensacionalismo: uma faca de dois gumes
Na noite de domingo do dia 08 de novembro de 2009 foi apresentando por Gugu em seu programa pela Rede Record mais um quadro daqueles de puro sensacionalismo. A história, que abriu o programa, tratava-se de uma mulher que devido à obesidade mórbida não saia de casa a quatro meses. Ela também estava sem ver à mãe pelo mesmo período. A idade avançada de sua genitora a impede de sair de casa que mora ao lado da filha.
Como é de se esperar nesse tipo de programa, foram muitas horas de enrolação até que chegasse o momento do transporte da mulher obesa até a clínica onde passaria por tratamento adequado. Sempre nesse tipo de programa, acho que existem duas questões importantes a serem colocadas.
A primeira é que realmente devemos parabenizar a mídia televisa por essa ação social que está sendo realizada, papel que o nosso governo deixa desejar. A segunda vem em forma de pergunta: Qual o real significado deste “circo dos horrores” se não a disputa por audiência? Se alguém do SBT, da Record ou da Rede Globo quer ajudar uma pessoa, ótimo. Separe a verba necessária, entregue para a instituição ou pessoa necessitada e fim de papo. Se quiser pode até fazer uma menção do ocorrido num desses programas dominicais.
É de doer na alma ouvir coisas do tipo “o povo está aqui acompanhando”, ou “os moradores estão sensibilizados com a história dessa mulher” sendo que, na verdade, as centenas de pessoas que acompanhavam o fato reuniram-se ali única e exclusivamente devido à presença de Gugu Liberato. Sem a sua presença, gostaria de saber quantos vizinhos passaram por ali, ofereceram ajuda financeira ou apoio moral à família.
E quanto aos sentimentos da mulher que foi transportada? É óbvio que, devido ao seu grave problema, o sentimento talvez seja mais de agradecimento a Gugu Liberato. Mas, ficar posando de “atração principal deste circo” talvez tenha momentos de angústia, solidão e por que não dizer até de raiva.
Em resumo: Não existe nenhum problema se a TV quer ajudar alguém e fazer ações filantrópicas. Mas qual o motivo de tanto estardalhaço? Será que não há caminhos mais inteligentes e saudáveis para conquistar a audiência?
Como é de se esperar nesse tipo de programa, foram muitas horas de enrolação até que chegasse o momento do transporte da mulher obesa até a clínica onde passaria por tratamento adequado. Sempre nesse tipo de programa, acho que existem duas questões importantes a serem colocadas.
A primeira é que realmente devemos parabenizar a mídia televisa por essa ação social que está sendo realizada, papel que o nosso governo deixa desejar. A segunda vem em forma de pergunta: Qual o real significado deste “circo dos horrores” se não a disputa por audiência? Se alguém do SBT, da Record ou da Rede Globo quer ajudar uma pessoa, ótimo. Separe a verba necessária, entregue para a instituição ou pessoa necessitada e fim de papo. Se quiser pode até fazer uma menção do ocorrido num desses programas dominicais.
É de doer na alma ouvir coisas do tipo “o povo está aqui acompanhando”, ou “os moradores estão sensibilizados com a história dessa mulher” sendo que, na verdade, as centenas de pessoas que acompanhavam o fato reuniram-se ali única e exclusivamente devido à presença de Gugu Liberato. Sem a sua presença, gostaria de saber quantos vizinhos passaram por ali, ofereceram ajuda financeira ou apoio moral à família.
E quanto aos sentimentos da mulher que foi transportada? É óbvio que, devido ao seu grave problema, o sentimento talvez seja mais de agradecimento a Gugu Liberato. Mas, ficar posando de “atração principal deste circo” talvez tenha momentos de angústia, solidão e por que não dizer até de raiva.
Em resumo: Não existe nenhum problema se a TV quer ajudar alguém e fazer ações filantrópicas. Mas qual o motivo de tanto estardalhaço? Será que não há caminhos mais inteligentes e saudáveis para conquistar a audiência?
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Qual o país que queremos?
Em países como Japão, Alemanha e Estados Unidos, há muito tempo se estabeleceu como mola propulsora do crescimento da nação o investimento em educação. Na prática, o que isso significa? Significa que nesses países é regra investir no conhecimento cada vez mais apurado sobre um determinado tema. Essa é a chave para o país dominar tecnologias, descobrir novos mercados, encontrar respostas desenvolvendo patentes, entre outros benefícios. No Brasil, entretanto, ainda caminhamos para reconhecer o que isso significa, de fato. Nós, em geral, somos contra o avanço da automação industrial e da mecanização, transformamos nossa educação em mercado lucrativo para as escolas particulares e, mais recentemente, passamos a apoiar os catadores de materiais recicláveis nas ruas como profissão. Está tudo errado. Não deveríamos ser contra a máquina que aperta parafusos, deveríamos fazer como o Japão que dá condições para que seus estudantes projetem a máquina que vai fazer esse serviço. Não deveríamos deixar que o ensino de qualidade fique apenas nas mãos de uma minoria que pode pagar. Deveríamos lutar pela democratização do ensino de qualidade. Não deveríamos sustentar, por meio de dinheiro público, a permanência do catador nas ruas. Não se constrói um país do futuro mantendo pessoas revirando sacos de lixo pelas ruas. Elas deveriam estar, no mínimo, alfabetizadas e longe de uma atividade insálubre. Só se constrói desenvolvimento, desenvolvendo pessoas.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Quem ganha, de fato, com o Rio de Janeiro sede das Olimpíadas de 2016
Está feito, o Brasil vai sediar uma Olimpíada, mas antes tem uma Copa do Mundo em 2014. Não há como não perguntar: Quem será que ganha de fato com a realização desses eventos. Dentro do discurso político "para inglês ver" a resposta já foi dada várias vezes: o transporte, o turismo, a reforma de locais de provas esportivas e blá, blá, blá. Mas, após passado esse dois eventos será que vamos realmente ter um outro sistema de transporte público? Será que a infraestrutura para receber turista vai perdurar? Será que após esses eventos vamos ter atletas olímpicos tão bem remunerados que fará do seu esporte uma carreira, de fato?
Infelizmente, moramos num país que ainda carece de muito desenvolvimento. É triste ver pessoas comemorando pelas ruas a realização de uma Copa do Mundo e uma Olímpiada, enquanto não existe no país um protesto organizado para cobrar dos governos municipais, estaduais e federal melhores condições de educação dentro do ensino público. Comemoramos a Copa, mas não protestamos contra a falta de condições do professor em sala de aula. Ficamos alegre com a Olímpiada, mas não queremos nos meter em política. Enfim, existe no país uma total falta de foco para o que realmente é importante: educação.
Eu, como brasileiro, gostaria muito de acreditar que antes, após e durante esses dois eventos nenhum vereador, deputado, senador, ou governador fosse se meter em obras superfaturadas. Gostaria que todo empresário oferecesse para o governo apenas o que é justo em termos de preço de mercado para construir ou reformar estádios. Gostaria de estar 100% convicto de que as drogas ilícitas não iriam aumentar o consumo entre turistas. Gostaria que boa parte do equipamento ou produto que será construído para atender os eventos tivesse uma boa parcela de produtos recicláveis (que hoje adormessem em aterros e lixões). Gostaria que os eventos fossem, de fato, motivadores para o desenvolvimento dessa nação e, não, apenas oportunidade de lucro, mas, estamos no Brasil e qualquer notícia de escândalo de preço de obras, aumento do uso de drogas, turismo sexual, etc, não será surpresa.
Infelizmente, moramos num país que ainda carece de muito desenvolvimento. É triste ver pessoas comemorando pelas ruas a realização de uma Copa do Mundo e uma Olímpiada, enquanto não existe no país um protesto organizado para cobrar dos governos municipais, estaduais e federal melhores condições de educação dentro do ensino público. Comemoramos a Copa, mas não protestamos contra a falta de condições do professor em sala de aula. Ficamos alegre com a Olímpiada, mas não queremos nos meter em política. Enfim, existe no país uma total falta de foco para o que realmente é importante: educação.
Eu, como brasileiro, gostaria muito de acreditar que antes, após e durante esses dois eventos nenhum vereador, deputado, senador, ou governador fosse se meter em obras superfaturadas. Gostaria que todo empresário oferecesse para o governo apenas o que é justo em termos de preço de mercado para construir ou reformar estádios. Gostaria de estar 100% convicto de que as drogas ilícitas não iriam aumentar o consumo entre turistas. Gostaria que boa parte do equipamento ou produto que será construído para atender os eventos tivesse uma boa parcela de produtos recicláveis (que hoje adormessem em aterros e lixões). Gostaria que os eventos fossem, de fato, motivadores para o desenvolvimento dessa nação e, não, apenas oportunidade de lucro, mas, estamos no Brasil e qualquer notícia de escândalo de preço de obras, aumento do uso de drogas, turismo sexual, etc, não será surpresa.
Assinar:
Comentários (Atom)